A Medida Provisória apresenta um impacto positivo para o setor de criptoativos e tecnologia blockchain no Brasil, especialmente no mercado de tokenização de ativos reais. Ao reconhecer legalmente o ativo ambiental de vegetação nativa como um ativo financeiro e mencionar explicitamente a viabilidade de utilizar tecnologias digitais de registro único, imutável e resiliente a ciberataques, a legislação abre caminho para o uso de redes blockchain na emissão e comercialização de créditos de carbono e outros ativos ecológicos. Essa inovação oferece clareza jurídica e segurança regulatória para emissores e investidores no ecossistema de finanças regenerativas. Adicionalmente, a permissão para que o BNDES credencie fintechs para atuar nas operações de financiamento com recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima descentraliza o acesso ao crédito e estimula a inovação financeira, permitindo que empresas de tecnologia financeira participem ativamente do setor.