O Projeto de Lei apresenta um impacto positivo para a indústria de cripto, especificamente para a tecnologia blockchain. A exigência de que todas as apostas sejam registradas em uma 'blockchain pública' para garantir imutabilidade e transparência é uma adoção direta e mandatória da tecnologia blockchain em um setor regulado e de grande volume. Isso legitima a blockchain como uma ferramenta eficaz para auditoria, prevenção de fraudes e aumento da confiança pública, demonstrando uma aplicação prática e valiosa da tecnologia para além dos ativos criptográficos especulativos. Embora o projeto não regule criptoativos diretamente, ele promove ativamente o uso da tecnologia subjacente que impulsiona a maior parte do ecossistema cripto, o que pode impulsionar a inovação e o reconhecimento de casos de uso reais no Brasil.
Outras disposições, como o registro obrigatório do CPF e os requisitos de prevenção à lavagem de dinheiro (AML) para operadoras, são medidas de conformidade padrão que se alinham com a regulamentação financeira tradicional e não são intrinsecamente anti-cripto. Elas visam a rastreabilidade e a integridade do sistema, o que é frequentemente um objetivo de reguladores em todos os mercados. A integração do PIX e a proteção ao consumidor em relação ao valor mínimo de aposta são detalhes operacionais e de proteção ao consumidor que não afetam a indústria cripto. O aspecto mais relevante é a validação e o uso da blockchain para fins de transparência e segurança.