A proposta da Moeda Social Digital Governamental (MSDG) é fundamentalmente anti-cripto conforme a estrutura de avaliação. Embora utilize tecnologia DLT, a MSDG opera como uma forma de Moeda Digital de Banco Central (CBDC), sendo controlada pelo estado e emitida pelo Banco Central do Brasil. O projeto enfatiza a 'rastreabilidade e transparência' (Art. 3º, I; Art. 10º, I) e a 'segurança criptográfica' (Art. 3º, III) como características centrais, o que se traduz em maior poder de vigilância e controle estatal sobre as transações financeiras dos cidadãos, especialmente os beneficiários de programas sociais. O uso da MSDG é severamente restrito a finalidades específicas (Art. 2º, Art. 7º), e é explicitamente proibido que seja utilizada como reserva de valor ou negociada em plataformas privadas de criptoativos (Art. 9º). Essas restrições limitam a autonomia financeira e o acesso a mercados livres, o que é uma característica negativa para a indústria cripto. A justificação do projeto menciona seu potencial de integração com o Drex, a CBDC brasileira, solidificando sua natureza como um instrumento de controle estatal, que o framework considera negativo.