A proposta é bastante favorável ao ecossistema de criptoativos no Brasil, pois estabelece uma importante paridade de tratamento entre as moedas digitais e os ativos financeiros tradicionais. Ao incluir as moedas digitais no rol de bens impenhoráveis até o limite de quarenta salários mínimos, o projeto oferece segurança jurídica e proteção patrimonial essencial para os pequenos poupadores e usuários do varejo. Essa medida reconhece a legitimidade das criptomoedas como reserva de valor e instrumento de poupança viável para o cidadão comum. Embora o texto do projeto utilize o termo "altcoins" para se referir a moedas digitais de forma ampla, o impacto prático é positivo: impede que credores retirem a totalidade das economias de subsistência de um devedor de boa-fé. Ao mesmo tempo, a proposta preserva a possibilidade de penhora para valores que excedam o teto estabelecido ou em casos de fraude e má-fé, mantendo um equilíbrio regulatório saudável. A iniciativa reduz o risco de sanções judiciais desproporcionais contra usuários de criptoativos e fomenta a adoção segura da tecnologia.