A inclusão das transações de moedas digitais no Sistema Financeiro Nacional (SFN) busca integrar formalmente o mercado de criptoativos à estrutura regulatória do país. Ao classificar os arranjos de transação de moedas digitais como componentes do SFN, o projeto de lei estende às plataformas de criptomoedas as diretrizes do Conselho Monetário Nacional (CMN) e a supervisão do Banco Central do Brasil. Esta medida apresenta um impacto misto para o setor. Sob uma perspectiva, a integração proporciona maior segurança jurídica e conformidade, ajudando a combater crimes financeiros e aumentando a confiança de investidores institucionais. Sob outra perspectiva, a submissão de tecnologias descentralizadas às regras rígidas e burocráticas do sistema bancário tradicional pode impor custos de conformidade elevados, dificultando a inovação de startups e pequenas empresas de tecnologia. Além disso, o projeto propõe revogar a autonomia do Banco Central, o que introduz um componente de potencial volatilidade política na governança monetária. Como a proposta se concentra em estabelecer a jurisdição do SFN sobre as moedas digitais sem criar restrições punitivas específicas ou incentivos claros para a inovação, o projeto é considerado neutro para o ecossistema de criptoativos.