
Júlia Zanatta
@apropriajulia
O perigo de uma CBDC:

Hermes Rodrigues Nery
@HermesNery2
A Prisão Digital: Moedas Programáveis, Identidade Digital e o Risco de um Novo Totalitarismo Econômico
Em uma palestra recente, o economista alemão Richard A. Werner apresentou uma análise contundente sobre o avanço das moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) e dos sistemas O evento, realizado no contexto de debates internacionais sobre finanças e governança global, trouxe à tona uma preocupação crescente: a possibilidade de estarmos diante da construção silenciosa de um sistema de controle sem precedentes na história moderna.
Segundo Werner, o argumento mais difundido (de que estamos apenas modernizando o dinheiro para a era digital) é, no mínimo, enganoso. Afinal, como ele lembra, o dinheiro já é digital há décadas. Cartões, transferências eletrônicas e aplicativos bancários operam em ambiente digital desde o século XX. O que está em jogo, portanto, não é a digitalização, mas a centralização. E essa distinção muda tudo.
A introdução das CBDCs representa uma ruptura com o modelo atual, no qual bancos comerciais intermediam as relações financeiras. No novo sistema, o cidadão poderia ter uma conta diretamente no banco central, eliminando intermediários e concentrando poder em instituições tecnocráticas. Trata-se de uma inversão estrutural: o árbitro passa a jogar, e a decidir o resultado do jogo.
Do ponto de vista político, Werner denuncia a ausência de legitimidade democrática nesse processo. A centralização do poder financeiro nas mãos de planejadores centrais contraria o princípio da subsidiariedade, base de qualquer ordem social saudável, e aproxima-se perigosamente de modelos históricos marcados pelo autoritarismo. Como ele recorda, tanto regimes comunistas quanto fascistas tinham em comum a concentração extrema de poder.
Mas é no campo tecnológico que o alerta se torna mais grave. As CBDCs não são apenas moedas digitais: são moedas programáveis. Isso significa que o dinheiro poderá carregar regras embutidas, definidas por autoridades. Poderá haver limites sobre onde gastar, com o que gastar, ou até se você poderá gastar. O dinheiro deixa de ser um meio neutro de troca para se tornar um instrumento de condicionamento social.
A isso se soma o avanço dos sistemas de identidade digital obrigatória. Na União Europeia, por exemplo, regulamentações já apontam para a criação de carteiras digitais que serão necessárias para realizar transações econômicas. Na prática, isso estabelece a infraestrutura para monitoramento total das atividades financeiras, e, potencialmente, para sua restrição.
Mais inquietante ainda é o projeto de “tokenização” de ativos. Instituições internacionais propõem registrar digitalmente não apenas dinheiro e propriedades, mas também recursos naturais, como água, ar e biodiversidade. Ao transformar esses elementos em ativos digitais, abre-se caminho para atribuir valor monetário e controlar o acesso a eles. Não se trata apenas de economia, mas de redefinir a própria relação do homem com a natureza.
Werner destaca que esse sistema permitiria algo inédito: a integração total entre identidade, ativos e transações em uma única plataforma programável. Nesse cenário, não apenas o dinheiro, mas toda a vida econômica (e, por extensão, social) poderia ser monitorada e regulada em tempo real. Trata-se, como ele sugere, de uma possível “tokenização da vida”.
Os defensores dessas tecnologias argumentam que não haverá abusos. No entanto, a própria experiência recente mostra o contrário. Casos de congelamento de contas bancárias por motivos políticos já ocorreram, demonstrando que o sistema financeiro pode ser usado como instrumento de coerção. Com CBDCs e identidade digital integrada, esse poder se tornaria instantâneo, automatizado e praticamente incontestável.
Diante disso, Werner propõe um caminho alternativo: a descentralização. Ele relembra que períodos de maior prosperidade econômica (como na Alemanha do pós-guerra) foram sustentados por redes de pequenos bancos locais, próximos da realidade produtiva e das necessidades da população. A concentração, ao contrário, tende a gerar fragilidade, crises e perda de liberdade.
O debate está aberto, mas uma coisa é certa: não se trata apenas de inovação tecnológica. Estamos diante de uma escolha civilizacional. A adoção acrítica dessas ferramentas pode inaugurar uma nova forma de organização social, mais eficiente, talvez, mas também mais controlada. A questão que permanece é simples e profunda: quem controlará o sistema, e com quais limites?
2026-04-15T14:40:28.000Z
2026-04-15T23:57:00.000Z

: 02/04, quinta-feira
Horário
: 19h
Local
: EFI - UFSC (Auditório do 1º andar)






NÃO AO DREX!
Acesse 
O FIM DAS NOTAS DE DINHEIRO ESTÁ ACONTECENDO!
O ator Raul Gazolla fez um alerta importante: estamos caminhando para o desaparecimento das cédulas e poucos estão percebendo.
O PT tem um projeto na Câmara para acabar com o papel-moeda. E o Banco Central, junto com o governo, já desenvolve o DREX — uma moeda digital estatal, 100% controlada pelo Estado. O modelo é inspirado na China e na Nigéria.
Por isso, apresentei um PL que proíbe o fim do dinheiro físico e uma PEC que impede o DREX sem votação no Congresso.
Precisamos lutar contra esse ataque a nossa liberdade financeira antes que seja tarde.
Acesse: 


O Banco Central mudou o discurso?
O Drex foi apresentado como a moeda digital do Banco Central. Agora, tentam dizer que não é uma CBDC e que não há riscos de centralização porque usa DLT (Distributed Ledger Technology).
A DLT, em tese, reduz intermediários.
Mas o Drex segue 




















Será que estamos caminhando para o fim do dinheiro físico? Desde 2015, surgiram propostas no Brasil para acabar com o uso de cédulas e moedas.
Parece ficção? Prepare-se. Os fatos estão aí:
PL 48/2015 (Reginaldo Lopes - PT/MG)
Quer ter dinheiro no bolso? Esqueça! A produção e o uso de cédulas seriam proibidos em transações financeiras. O dinheiro físico seria mantido apenas para... registro histórico!
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PL 6721/2016 (Gilberto Nascimento - PSC/SP)
Tudo digital em 10 anos. Eliminação total das moedas físicas no Brasil, sejam de papel ou metal. Todas as transações financeiras passariam a ser 100% digitais, controladas por bancos e pelo governo. A implementação seria em até 10 anos, e não haveria mais opção de pagar em dinheiro!
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PL 39/51/2019 (Flávio Arns - PSB/PR)
Limites no uso do dinheiro! Achou que ainda poderia usar dinheiro em grandes compras? Errado! Esse projeto proíbe o uso de cédulas para transações acima de R$ 10 mil. Boletos ou faturas acima de R$ 5 mil também seriam proibidos em dinheiro, forçando a identificação de quem paga e quem recebe.
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PLP 214/2020 (Paulo Ramos - PDT/RJ)
Adeus às notas maiores. Quer sacar uma nota de R$ 50 ou R$ 100? Esqueça! Esse projeto limita a emissão de cédulas a R$ 20 ou menos, permitindo a circulação apenas de moedas de centavos e R$ 1,00. Transações financeiras? Todas digitalizadas e rastreáveis com CPF ou CNPJ, para cada real que você movimentar!
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PL 4068/2020 (Apensado - Reginaldo Lopes - PT/MG)
Aqui está o golpe final no seu dinheiro em espécie: 1 ano para cédulas acima de R$ 50 serem proibidas! 5 anos para acabar com todo o restante do dinheiro físico, tornando obrigatórias as transações digitais para tudo.
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0 Real Digital | DREX
Controle total sobre suas compras! Ligue os pontos: CBDCs (Moedas Digitais de Bancos Centrais), como o DREX no Brasil, são versões digitais do dinheiro emitido por governos. Elas podem ser programadas para controlar como e onde você pode gastar, restringindo suas compras e limitando suas movimentações financeiras.
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O futuro do DREX: O que eles dizem!
"No futuro, você pode pensar num pagamento de Bolsa Família, por exemplo, que só permite a compra de comida.
Ou, se a gente tivesse o Drex na pandemia, você só poderia fazer compras em um raio de cinco quilômetros da sua casa.”
Eric Altafim, do Itaú Unibanco, durante o evento “Um panorama sobre o Real e o Futuro Digital".
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A luta contra o fim do dinheiro em espécie:
Apresentei o PL 3341/2024, que proíbe a extinção do papel-moeda no Brasil. Mas eu preciso de sua ajuda para divulgar esse assunto e conquistar mais apoio.
AFINAL, NÃO É SÓ SOBRE DINHEIRO, É SOBRE LIBERDADE.
Estamos coletando assinaturas para uma PEC que impede o Banco Central de criar uma moeda digital ou extinguir o papel-moeda sem aprovação do Congresso.
Já temos 120 das 171 assinaturas necessárias, mas é essencial mobilizar a sociedade para pressionar os parlamentares.
Conto com você nessa luta!



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A China já revela o lado obscuro do que o DREX pode se tornar no Brasil. Com o yuan digital, o governo chinês possui controle total sobre o dinheiro dos cidadãos: cada transação é monitorada, e foram realizados testes para que a moeda


